Green Inferno, The | Inferno Canibal

Um grupo de jovens activistas desloca-se à selva amazónica para efectuar uma acção de protesto contra o abate de árvores que, a continuar, irá levar ao extermínio de uma tribo local. A acção não vai decorrer muito bem mas o pior acontece quando a avioneta que os transporta de volta à civilização se despenha no território da tribo cujos membros acham a carne humana um pitéu...

Arriscaria dizer que, apesar de ter visto poucos filmes de canibalismo, este Green Inferno será o melhor alguma vez realizado. O filme tem vários méritos: a começar pela assumida inspiração e homenagem que faz ao muito popular filme de 1980 "Holocausto Canibal", essa "obra prima do realismo". A ausência de blue screen e de efeitos digitais são outros dos méritos que pessoalmente ajudam a colocar este filme na categoria dos clássicos pelos quais se fica a ansiar por uma sequela.
O filme é extremamente eficaz, com uma mórbida ironia, com apontamentos gore de extrema e desconcertante violência gráfica.
Foi rodado efectivamente junto de uma tribo, cujos elementos não sabiam o que era um filme, e os actores americanos contratados tiveram de prescindir de muitos dos confortos que habitualmente lhes são conferidos precisamente porque iriam filmar num cenário real de selva.

10x10

Uma mulher aparentemente banal e com uma vida a condizer é raptada e mantida em cativeiro numa sala sem janelas por motivos aparentemente inexplicáveis...

Com o desenrolar do filme vão surgindo as revelações e a empatia que sentimos com a a mulher raptada vai-se transferindo para o raptor...
Luke Evans encaixa na perfeição no papel de raptor.

Commuter, The | O Passageiro

Depois de ser despedido, na viagem de regresso a casa num comboio, um passageiro, ex-polícia como convém, já sexagenário, é confrontado com uma estranha proposta a troco de dinheiro, feita por uma misteriosa passageira, e que ele, quase involuntariamente, aceita...

Assim como há escritores famosos cujos nomes aparecem nos livros em letra de tamanho superior ao do próprio título do livro, também o nome Liam Neeson merecia ofuscar por completo o título deste filme que unica e excessivamente vive da sempre eficaz interpretação do ator que parece ter sido talhado para papéis onde tudo de mal lhe acontece.
A história é demasiado rebuscada e ás tantas confusa, sem que desperte muita curiosidade em procurarmos perceber onde afinal reside a sua lógica.

Book Thief, The | A Rapariga que Roubava Livros

Para escapar à perseguição nazi, a mãe comunista de uma jovem adolescente é forçada a deixá-la com uma família de alemães que a acolhem como se fosse sua filha. O casal irá acolher também um jovem judeu. Ambos os jovens encontram conforto na leitura. A jovem torna-se uma leitora obsessiva, furtando livros da casa de uma outra família alemã abastada...

A realidade e o ritmo dos dias de uma pequena aldeia alemã durante a guerra e o domínio nazi está bem recreados, servindo de enquadramento para uma história tocante e muito bem contada.
Há também a excelente interpretação de Geoffrey Rush que vale metade do filme.

Lion | A Longa Estrada Para Casa

Uma criança indiana perde-se numa grande cidade onde se fala um dialecto diferente do seu. Acaba por ir parar a uma instituição que a entrega para adopção a um casal australiano. Agora adulto, o jovem indiano começa a ficar obcecado com as suas origens e recorrendo ao google maps e às poucas memórias que guarda do local onde se perdeu, consegue localizar a sua aldeia natal...

Filme simpático baseado numa história real. As imagens captadas da criança perdida numa cidade que lhe é indiferente e hostil e a sua atitude espontânea e inocente foram particularmente bem conseguidas.
No final há uma espécie de choque com a realidade quando vemos as pessoas reais que deram origem ao filme, fisicamente bastante diferentes dos actores...

Gurotesuku | Grotesque

Um jovem casal que acaba de se conhecer (e até parece haver quimica), é raptado por um individuo depravado que depois passa o resto do filme a torturá-los e a mutilá-los porque tal o excita.

Há duas coisas que sobressaem neste filme cujo título é absolutamente apropriado. A primeira é a questão gráfica, que faz até os "Saw" parecerem filmes de família. Em Grotesque entramos um bocadinho no território dos snuff movies. O realizador faz questão de nos mostrar com grande detalhe todo um inimaginável cardápio de torturas que fariam a delicia de qualquer inquisidor, como se quisesse apelar ao Torquemada que todos teriamos dentro de nós.
Há depois a questão mais filosófica, sexualmente falando. O captor, para seu gáudio, consegue fazer com que naquele casal, de quase ilustres desconhecidos, aparentemente pessoas perfeitamente normais que contrastam com a perversão do seu captor, o prazer ultrapasse o sofrimento inimaginável. A cena dos "inocentes orgamos", não tão explicita como todas as restantes cenas doentias, podia muito bem ser o ponto alto do filme. Mas o seu auge, ou como que a fazer-nos lembrar que era mesmo só um filme, nada de sério, é depois aquela cena final meio surreal, meio canibal, que vem contrariar toda a lógica negra do filme guinando-o completamente para um momento ridicula e grotescamente memorável.
Sem a qualidade conceptual e artística de outros filmes "irmãos", como "The Human Centipede" ou "A Serbian Film", merece estar nessa galeria dos filmes bons mais maus de sempre.

Thelma

Uma solitária jovem estudante oriunda da provincia frequenta a universidade numa grande cidade. Vai apaixonar-se por uma colega mas os seus desejos vão chocar com os valores morais da sua religião...

Exemplo de que ainda é possível fazer-se um bom filme de terror complemente fora do radar dos clichets do costume.
Conta com uma cinematografia excelente num registo muito clínico.

Annihilation | Aniquilação

O marido militar de uma cientista é dado como desaparecido numa missão secreta. Regressa um ano depois mas muito diferente... A cientista vai ser então chamada para participar numa expedição ao local onde o marido desapareceu e onde está a ocorrer uma singularidade com origem extra-terreste...

Não basta a história ser ilustrada com muitas florzinhas multicolores e bonitas imagens que ficavam mesmo bem em qualquer conta do instagram, para que estejamos perante um bom filme de fição cientifica. Além disso, tem de ter uma história e uma realização sólidas! E este Annihilation até tem tudo isto. No entanto aqueles ecos de algo verdadeiramente marcante que se perpetuam quando estamos na presença de um grande filme, estão aqui ausentes.
O filme até tem alguns apontamentos conceptuais e uma banda sonora interessantes. Mas tem também um pouco original extraterrestre "latexificado" que faz lembrar o do mais bem conseguido "Under the Skin". E há demasiado espaço vago, que se vai preenchendo com cenas intimistas em flashback do passado recente da cientista, numa história que nunca consegue sair do banho-maria e peca pela irrelevância.

Review de Carlos Branco aqui.


Frankenstein's Army | O Exército de Frankenstein

Um oficial soviético segue num pelotão perto da linha da frente, com o objectivo de filmar as conquistas e a progressão do glorioso exército vermelho. Num vilarejo remoto encontram personagens meio humanas, meio máquinas, um pequeno exército pessoal de um renegado cientista alemão louco...

Vale pela estética grotesca das personagens, baseada nos arquetipos nazis. A lógica simplista e tosca com que foram concebidas pelo cientista é desconcertante.
A parte final é bastante intensa e caótica com vários momentos gore.

Annihilation | Aniquilação


Aniquilação é porventura um dos mais desafiantes filmes de 2018. Este desafio começa logo pela forma como o filme foi um fracasso na bilheteira nos Estados Unidos, tendo a Paramount vendido os direitos à Netflix. A partir daí, tem sido crescente o sucesso o que nos leva a reflectir sobre a forma como é que já estamos a ver o cinema hoje em dia. Poder-se-á dizer que este é um filme complexo, demasiado estranho, e que a estranheza não resulta bem em cinema. Pois não, já não resulta e há que encontrar outros meios para fazer chegar este tipo de produtos, mais desafiantes, aos espectadores. Veja-se, por exemplo, do mesmo estúdio, o fiasco em cinema que foi Mother!
Mas falando propriamente do filme Aniquilação, temos aqui um produto sci-fi diferente e irreverente. Ele conta-nos a história de uma bióloga, Lena (Natalie Portman) que perdeu contacto com o marido, dado como morto, numa das suas missões secretas, até que subitamente ele reaparece-lhe, impávido e misterioso. A partir daí, ela vai tentar encontrar respostas para o que terá acontecido e é nesse momento que integra uma expedição à Área X, local que está tomado por uma espécie de distorção extra terrestre, chamado The Shimmer, que está a alastrar-se pela terra e que ameaça a espécie humana. Na Área X, as mulheres cientistas que compõem a expedição vão testemunhando eventos mais ou menos surrealistas que refletem um microambiente em constante mutação. O The Shimmer, ou ato extraterrestre, não está simplesmente a aniquilar a espécie humana, está sim a envolver-se na biologia terrestre e a desenvolver um processo que visa transformar tudo o que é vivo em outras coisas também elas vivas, mas transformadas no seu código genético tão radicalmente que em alguns casos, isso leva à desintegração da materialidade do corpo.
A intermediar a expedição, vão sendo mostrados flashbacks da relação amor-tumulto de Lena com o marido, cenas porventura desnecessárias mas que servem para dar mais profundidade à personagem de Lena, contrapondo às restantes personagens femininas e dos próprios diálogos entre si, que são completamente descartáveis como carne para canhão. Nos intermédios da ação, vamos também tomando conhecimento do interrogatório feito a Lena, após ela sair do The Shimmer, sendo que desta forma ficamos a saber desde o inicio do filme que ela conseguiu sobreviver, mas será que é ela mesmo ou uma outra pessoa/entidade transformada?
O contacto final de Lena com o corpo extraterrestre encerra uma experiência surreal numa caverna esculpida a Giger em movimento e é aí que por um lado são obtidas respostas ao seu mistério, mas por outro, são lançadas ainda mais dúvidas sobre o que virá a seguir.
Já com Ex Machina, o realizador Alex Garland, assumiu-se como um dos mais promissores realizadores de ficção cientifica, sendo que em Aniquilação, ele continua a trilhar um caminho singular, que vai ter de ser acompanhado por todos com muita atenção daqui para a frente, dentro ou fora da sala de cinema.

Review de Jorge Branco aqui.

Verónica


Do criador de REC, Paco Plaza, chega Verónica, um thriller de terror baseado em factos reais ocorridos em Madrid 1991.
Verónica é uma jovem adulta que perdeu o pai recentemente e que vive com a responsabilidade de tomar conta dos seus irmãos mais novos na ausência da mãe que passa o dia fora de casa a trabalhar.
Após uma sessão de espiritismo, em que Verónica tentava entrar em contacto com o pai, algo não corre como o previsto e ela começa a suspeitar que uma força maligna apoderou-se da sua vida.
A partir daí há um sucedâneo de episódios perturbadores, normalmente representados por uma “sombra” capaz de trespassar os espaços e tomar conta de objetos inanimados, que levam a jovem Verónica à loucura e que, em último caso, a vão levar a colocar em perigo a própria vida dos seus irmãos.
As cenas de susto são bem conseguidas, contribuindo para isso o som que as acompanha. Por outro lado, as aparições desta “sombra” não desperta nada de novo face a tantos filmes de demónios e possessões.
Uma das mais valias deste filme é seguramente a particularidade de ter essa “verdade” que é o facto de ser baseado em relatórios da policia da altura, para além de que, apesar de ser um filme esquecível, faz prova de que o cinema de terror espanhol está vivo.

Land of Smiles

Uma jovem rapariga apanha o namorado na cama com outra e para esquecer decide viajar até à Tailândia. Faz ali dois novos amigos, também eles viajantes e aguarda a chegada duma outra amiga com quem se tinha zangado. Mas o que recebe são vídeos perturbadores onde aquela aparece aprisionada e a ser alvo de torturas...

O trabalho de montagem e a introdução de alguns flashbacks são de gosto e eficácia muito duvidosos. Assim como a própria eficácia para se contar uma história com várias situações e personagens mal explicadas.
A opção de ora vermos o filme pela câmara de filmar da jovem, do novo amigo que está a realizar um documentário, das diversas câmaras de videovigilância dos locais por onde vão passando ou, simplesmente pela câmara do filme, foi só um meio de disfarçar o vazio de ideias.
Land of Smiles acaba por desmistificar o destino paradisiaco da Tailândia e, além de desastroso filme, funciona como um péssimo postal turístico para aquele país.

Carnage | O Deus da Carnificina

Dois casais da classe média novaiorquina reunem-se na casa de um deles para, amigavelmente, resolverem uma situação de agressão entre os seus filhos.
Inicialmente parecem ser pessoas muito civilizadas e com bom senso mas com o desenrolar da conversa, as máscaras começam a cair...

O casting foi perfeito. Só com um grupo de grandes atores era possivel fazer um grande filme partindo duma situação pueril onde se prova que as conversas são realmente como cerejas mas, com alguns dentes partidos à mistura, por causa dos caroços...
Uma grande comédia inteligente com um trago muito francês.

Freakdog | Red Mist

Numa festa com muito álcool e drogas, um grupo de jovens médicos estagiários embebeda um outro mais cromo que sofre um ataque epiléptico e fica inconsciente. Sem saberem o que fazer e não querendo estar ligados ao acontecimento que iria prejudicar as suas carreiras, resolvem deixá-lo à porta das urgências do hospital e fugir. O jovem inconsciente irá entrar em estado de coma mas devido a um tratamento experimental, irá conseguir sair do seu corpo e possuir o corpo de outras pessoas para levar a cabo a sua vingança...

Temos a permissa inicial que até é interessante mas o modus-operandi é demasiado previsível e apenas competente, não trazendo nada de novo ao género.



Bedeviled

Após a morte de uma jovem de ataque cardíaco, os amigos recebem convites do seu telemóvel para instalarem uma app que funciona como uma espécie de assistente pessoal sarcástico que sabe demais sobre as suas vidas. A aplicação utiliza uma sinistra personagem para comunicar e os amigos rapidamente se apercebem que terá estado na origem da morte da amiga...

Inicialmente somos levados a pensar que estaremos na presença de uma nova personagem icónica do cinema de terror. A personagem Bedeviled, com o seu característico papilon vermelho, sorriso maléfico e mãos com longos dedos, está muito bem composta na aparição inicial que faz à sua primeira vítima.
Mas a personagem maléfica e sardónica que comunica pela app com os jovens manifesta-se depois fisicamente sob várias formas e o filme  envereda pela habitual receita do terror pipoca, com constantes e previsíveis cenas de visões e alucinações, muitas delas mal contadas...

Virtual Revolution

Estamos em Paris no ano 2047. Um detetive privado é contratado para, nas horas vagas em que não está a jogar online, descobrir quem anda a matar jogadores no mundo virtual que também morrem na vida real...

Torre Eiffel nem vê-la. O que vemos são muitas (demasiadas) referências a Blade Runner. Até o ator protagonista, Mike Dopud, é quase um clone de Harrison Ford em má forma física. Aliás Dupod tem uma interessante e vasta carreira de duplo de cinema, algo que talvez explique o cabotismo defensivo com que interpreta o detetive Nash.
A história podia ser mais refinada mas se a qualidade dos diálogos e dos atores estivesse à altura dos efeitos especiais, poderiamos estar perante um filme interessante até pelo pouco ortodoxo final que tem um sentido "filosófico" totalmente oposto ao da trilogia Matrix...

Under the Shadow

Durante a guerra Irão-Iraque, nos anos 80, uma família de Teerão vive sob grande tensão, perante a ameaça eminente do prédio onde vive ser bombardeado a qualquer momento.

Entramos no quotidiano banal duma família atormentada pela guerra,  com o casal em crise conjugal. Ao terror real da guerra e à opressão do próprio regime que limita a liberdade das pessoas, foi introduzida na história um elemento sobrenatural que materializa os medos das protagonistas principais, mãe e filha. 
É um bom filme de terror, originário de uma geografia inesperada, filmado de uma forma bastante pragmática, sem bullshit. 
Existem dois ou três momentos de susto garantido.

Valhalla Rising | Destino de Sangue

Nas terras altas, um bárbaro é mantido como escravo. Usado em lutas de apostas, mostra-se implacável, tendo uma agressividade e brutalidade anormais para com os adversários.
Depois de conseguir fugir, conhece um grupo de aventureiros cristãos que seguem rumo a Jerusalém em busca de glória e fortuna...

Apostaria que tal como Kubrick fez 2001, Refn quis fazer um 1001. Os longos silêncios, o conceptualismo, a viagem rumo ao desconhecido, as experiências extra-sensoriais e a revelação final, tudo coincide...
O filme tem um início auspicioso, com uma ambiência e fotografia fantásticas, uma história que tem um principio e promete um meio e um fim. Pena que depois descaminhe para zonas mais surreais e acaba por perder o chão sólido onde parecia estar a assentar.
Podia ser um daqueles casos de primeiro estranhar-se e depois entranhar-se. Mas não chega tão longe.

Fukkatsu no hi | VIRUS | Resurrection Day | Ameaça Planetária

O avião onde segue um espião, que transporta consigo um virus mortal, despenha-se. O frasco onde o virus está guardado quebra-se, libertando-o para a atmosfera. Toda a população mundial vai ser dizimada por ação do virus, à exceção de cerca de 800 homens e 8 mulheres sobreviventes que se refugiam numa base na Antartida...

Um filme que, à data, era o mais caro de sempre no Japão.  Demasiado convencional, excessivamente longo e pesado, é um dramalhão com poucos motivos de interesse.



Unacknowledged

Documentário sobre a existência dos OVNIS, centrado em Steven Greer, um médico apaixonado (obcecado ?) pela temática, crente de que existem milhares de provas concretas em como, desde sempre, somos visitados por extraterrestres.
O documentário exibe alguns documentos secretos entretanto desclassificados que suportam várias teorias da conspiração. Dá igualmente muito enfase à credibilidade de várias testemunhas (tudo doutores e ex-qualquer cargo importante).
Mas no fundo, em termos de provas concretas ou imagens inéditas, nada trás de novo. Segue o guião habitual dos documentários televisivos, com vários trechos de entrevistas dadas por intervenientes crentes, estando sempre mais presente o depoimento continuo de Greer, intercaladas por clips de vídeo cheios de grão e de origem desconhecida, muitos das quais já vistos e disponíveis no Youtube.
Não há lugar ao "contraditório" nem nunca se questiona a possibilidade de muitas das imagens poderem ser falsas ou terem uma explicação cientifica.

Hateful Eight, The | Os Oito Odiados

Um caçador de foras-da-lei segue numa diligência em direção a uma cidade onde tenciona entregar uma criminosa e receber a respetiva recompensa. Pelo caminho dá boleia a outro caçador e ao futuro xerife da cidade para onde segue. Param numa casa de pasto para se abrigarem de uma tempestade de neve, onde estão outras peculiares personagens...

É depois de Resevoir Dogs o mais teatral dos filmes de Tarantino, com uma fórmula já algo gasta, que abusa dos longos diálogos estéreis entre as personagens.
Acaba por resultar num filme absolutamente bem realizado e interpretado, mas também irrelevante se o situarmos exclusivamente na carreira do realizador.

Thinning, The

Num mundo sobrepovoado, regularmente é necessário fazer um desbaste na população. O método utilizado pelo governo dos Estados Unidos é o de, anualmente, os jovens até aos 18 anos, têm de fazer um teste de conhecimentos. Os alunos com as notas mais baixas são eliminados...

O argumento é interessante e foi bem executado. O estilo narrativo é o das séries e este podia muito ser um episódio piloto. O final do filme também deixa a porta aberta a, pelo menos, uma sequela.

Busanhaeng | Train to Busan

Um pai separado faz uma viagem de comboio com a sua filha menor, para a ir entregar à mãe. Um dos passageiros está infetado com um virus e começa a infentar os restantes passageiros...

Um bom filme de zombies aos magotes, com uma história tocante e cenas de ação bem cadenciadas.
A realização focou-se muito nas reações da criança e na relação entre pai e filha que se vai estreitando ao longo do filme.

La Morte Vivante | The Living Dead Girl

Dois trabalhadores estão a guardar bidões de resíduos tóxicos numa cripta quando ocorre um tremor de terra. Acontece uma fuga de um liquido de um dos bidões que irá fazer uma jovem loira, que jazia no seu caixão, voltar à vida.

É uma zombie sexy, com muito bom aspecto, que será acolhida pela sua amante lésbica que tudo fará para que ela volte à vida plena. Com o retomar da consciência, a jovem loira zombie acaba por se aperceber da sua condição e do mal que representa...
Um filme de zombies à francesa que não se perde muito em detalhes abusando de um exagerado exibicionismo gore.
Existem várias cenas onde é possível ver os pés da zombie Catherine, feios por sinal... A principio ainda julguei que fosse trabalho de caracterização, mas não, são mesmo os pés da actirz Françoise Blanchard.



Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)

Um popular actor de Hollywood, agora em decadente fase de final de carreira, aposta tudo numa peça ecléctica na Broadway que nada tem a ver com o seu percurso profissional.

Tudo se passa no backstage da Broadway, com as dúvidas existencias, dramas e ansiedades de um lote de personagens muito interessante, numa história eximiamente bem contada.
Existe uma irónica relação entre Riggan/Keaton e Birdman/Batman e talvez por isso a interpretação de Keaton ganhe uma intensidade e dimensões inesperadas.
O pormenor do filme parecer ter sido filmado com apenas uma tomada de camera, não sendo visíveis cortes, não é apenas um preciosismo mas algo de brilhantemente bem executado e que também ajuda muito a colocá-lo no patamar das obras primas.