Com base no DNA recolhido no planeta onde decorreram os eventos do Alien 3, numa nave militar de pesquisas cientificas, Ripley é trazida de novo à vida. Para trazer também os aliens são necessários hospedeiros humanos que são fornecidos por um grupo de mercenários do espaço…Existe uma estranha e persistente unanimidade crítica, principalmente vinda dos "puristas" que teima em colocar o filme, quase por reflexo, no fundo da hierarquia da saga. Muito dessa rejeição parece nascer menos dos seus méritos cinematográficos e mais da visão assumidamente excêntrica de Jean-Pierre Jeunet, cujo toque “europeu”, estilizado, grotesco, quase barroco, é amplamente incompreendido.
Resurrection tem todos os ingredientes essenciais de um verdadeiro Alien: atmosfera opressiva, personagens marcadas pela ambiguidade moral, violência crua e vários momentos francamente antológicos, incluindo aquele em que a relação com o monstro se torna mais íntima, desconfortável e reveladora, expondo ainda o xenomorfo em todo o seu esplendor visual e perturbador.
O filme responde ainda a duas perguntas cinéfilas tão improváveis quanto fascinantes: e se o realizador de Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain filmasse um Alien? e, e se a fotografia estivesse a cargo de Darius Khondji, o mesmo de Seven? A resposta é um híbrido visualmente marcante, húmido, orgânico, cheio de textura e personalidade, que se afasta do realismo industrial de Scott ou da secura militar de Cameron, mas nunca trai o espírito da saga.
A isto soma-se uma banda sonora que é a melhor de toda a série, reforçando o tom melancólico e alienígena do filme.
Pode não ser consensual, mas Alien: Resurrection é um capítulo ousado, autoral e, acima de tudo, muito mais fiel ao universo Alien do que a sua reputação deixa transparecer.

Tudo verdade.... tirando os ultimos 30m do filme em que:
ResponderEliminarhttps://elicolo90.files.wordpress.com/2013/10/wayofthepencil_seppuku.jpg