Pequenos seres espaciais parecidos com lesmas caem na Terra, vindo dentro duma cápsula lançada a partir duma nave espacial por um extraterrestre rebelde. Entram no corpo humano através da boca da vítima, tornando-a numa espécie de zombie e ao mesmo tempo maternidade para mais lesmas...
Produto puro dos tempos áureos da animatrónica, do VHS gasto e do cinema pipoca dos anos oitenta, reúne com entusiasmo quase ingénuo todos os ingredientes que definem essa era: teenagers desmiolados, mamas estrategicamente enquadradas, patetice assumidamente bem-humorada e um ou outro innuendo mais maroto a piscar o olho ao espectador.
Pelo meio, surge ainda uma curiosa obsessão do realizador em filmar personagens do joelho para baixo...
A punch line do cartaz, certeira e autoconsciente, resume bem o espírito do filme, que nunca se leva demasiado a sério e sabe exatamente o tipo de diversão que está a oferecer.
Como cereja no topo do bolo cinéfilo, os apelidos das personagens principais homenageiam pesos pesados do terror — Cronenberg, Romero e Carpenter — reforçando o carácter assumidamente celebratório e nostálgico de um filme que vive mais da paixão pelo género do que de qualquer pretensão a ser levado a sério.

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