Alone

Uma mulher em processo de mudança interior faz sozinha uma viagem de carro para mudar de casa. Durante o trajeto cruza-se com um automobilista com quem se volta a cruzar mais tarde por diversas vezes. Não há coincidências. O automobilista revela-se um psicopata com uma vida dupla e tem como intenção raptá-la... 

O filme convoca de imediato a memória de clássicos como Duel ou The Hitcher, não por nostalgia fácil, mas porque compreende a essência desse cinema: ameaça simples, espaço aberto e tensão constante. Com meios contidos e um elenco reduzido, o filme constrói personagens eficazes, desenhadas com o rigor necessário para que cada gesto, silêncio ou decisão pese mais do que longos diálogos explicativos. A relação predador-presa é estabelecida cedo e mantida com uma precisão admirável, sem artifícios nem excessos.

É um daqueles filmes que provam que o suspense não depende necessariamente de grandes nomes no cartaz, embora seja difícil não imaginar que, com dois atores mais reconhecíveis, teria tido uma visibilidade muito maior. Ainda assim, a ausência de estrelas acaba por jogar a favor da imersão, tornando a ameaça mais plausível e o perigo mais imediato. 

Alone prende do primeiro ao último minuto, respeita a inteligência do espectador e demonstra que, quando bem executado, o thriller minimalista continua a ser eficaz.

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