Numa pequena aldeia testemunham aquilo que parece ser um exorcismo de uma criança que depois é trancada num cubículo no meio duma plantação. Libertam-na e levam-na com eles para o hotel...
Behind the Trees parte de uma premissa familiar, a possessão demoníaca, e tenta diferenciá-la sobretudo pelo cenário, mais exótico e fora do eixo habitual do género, o que à partida cria uma expectativa de renovação que o filme acaba por não cumprir.
Apesar de uma realização competente e de uma fotografia cuidada, que sabe tirar partido do espaço envolvente e criar uma atmosfera visualmente apelativa, a narrativa raramente arrisca para lá dos lugares-comuns do subgénero.
Os momentos de tensão são eficazes, mas previsíveis, e a progressão dramática segue um guião demasiado reconhecível, apoiando-se mais na iconografia clássica da possessão do que numa verdadeira reinvenção temática ou simbólica.
O resultado é um filme sólido na forma, funcional no susto, mas que, no fundo, se limita a reciclar fórmulas já muito exploradas, deixando a sensação de que o cenário diferente merecia uma abordagem mais ousada e menos conformada.

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