Dead Silence | Silêncio Mortal

Um casal recebe uma encomenda misteriosa contendo um boneco de ventríloquo. O boneco parece estar vivo e funciona como uma forma de evocar a sua criadora que, mesmo morta há muito, busca vingança. Rapidamente faz uma vítima naquele lar feliz...

Entre a produção incessante dos vários Saw (oito filmes, com a lógica industrial bem oleada que conhecemos) o trio Burg, Koules e Hoffman encontrou ainda espaço para dar forma a Dead Silence, um filme de terror que partilha ADN com essa saga, mas que procura uma identidade própria através de uma abordagem mais clássica e atmosférica. 

A “receita” é semelhante: uma mitologia bem definida, uma maldição com regras claras e uma narrativa que avança de forma metódica até ao golpe final. Mas aqui o terror substitui o gore explícito por uma inquietação mais persistente.

Os bonecos ventríloquos são o grande trunfo do filme, explorados com eficácia como figuras profundamente sinistras, tirando partido do desconforto ancestral associado ao inanimado que parece vivo. A história, embora simples na base, revela-se suficientemente intrigante para manter o interesse, recorrendo a revelações graduais e a uma atmosfera opressiva bem construída. 

O desfecho, inesperado e eficaz, funciona como verdadeira assinatura do filme, reforçando a ideia de que Dead Silence não é apenas um derivado de Saw, mas um exercício competente de terror clássico, consciente das suas influências e seguro do impacto que pretende provocar.

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