Deep Blue Sea 2

Um milionário lunático patrocina um laboratório subaquático onde se fazem experiências com tubarões com o objetivo de encontrar um remédio que aumenta as capacidades dos humanos.

Só uns furinhos acima de uma produção típica da Asylum, é um daqueles filmes que dão muita má fama ás sequelas. Nem sequer o epíteto de "filme de tubarões" merece ter porque, começando pela personagem do milionário, acabando nos tubarõezinhos bebé, nada consegue ser convincente. 

Essa falta de convicção sente-se em praticamente todos os níveis de Deep Blue Sea 2, como se o filme existisse apenas para preencher um espaço num catálogo de streaming e não por verdadeira vontade criativa. 

A realização é apática, os efeitos digitais oscilam entre o sofrível e o francamente amador, e a encenação da ação nunca consegue transmitir escala, perigo ou urgência. As personagens são meros recortes funcionais, com diálogos artificiais e motivações tão frágeis que nem o cliché do “milionário excêntrico” consegue ganhar densidade dramática. 

Quanto aos tubarões — suposto coração do filme — surgem como entidades sem peso nem presença, seja nos ataques mal coreografados, seja na ideia absurda dos tubarõezinhos bebé, que mais parecem um exercício involuntário de autoparódia. No fim, Deep Blue Sea 2 confirma o pior estigma das sequelas: não acrescenta nada ao original, não respeita o seu legado e ainda falha em ser um guilty pleasure eficaz, ficando preso num limbo desconfortável entre a mediocridade técnica e a falta total de identidade.

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